
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Pequena História da Dança - Parte 1

A palavra dança (danza, dance, tanz) origina-se do sânscrito[1] tan, que significa tensão.
A mais antiga imagem da dança data do período Mesolítico (cerca de
Segundo Paulina Ossona (1988), há indícius da dança no serviço religioso cristão na Idade Média. Nessa época, durante a expansão do cristianismo, a dança era sempre apresentada nos cultos religiosos. Em algumas catedrais havia um lugar reservado para a dança, localizado na porta que apontava para o Ocidente, denominado ballatoria ou choraria.
Na França e na Alemanha, entre os séculos IX e XVI, havia procissões para eliminar as pragas e as epidemias. Nessas procissões, os participantes carregavam imagens e cruzes, realizando movimentos cadenciados denominados dança sacra.
Os primeiros padres aprovavam o uso da dança em cerimônia religiosas, desde que seu conteúdo fosse de fundo sacro, e não profano. Contudo os ritos pagãos foram penetrando nas cerimônias religiosas e nos templos católicos, o que resultou, juntamente com outros fatores, no banimento da dança na Igreja.
Apesar de toda proibição pela Igreja Católica, a dança permaneceu, disfarçada em cerimônias fora do serviço formal da Igreja: nas festas camponesas, em comemoração à semeadura, à colheita, denominada dança macabra. Segundo Kraus (apud Coimbra, 2002, p. 44) nas danças macabras as pessoas prestavam homenagem deliberadamente ao demônio por meio de movimentos frenéticos, bacanais selvagens, sacrifícios e excessos sexuais. Esses rituais eram realizados em lugares isolados e escuros durante a madrugada, e seus participantes usavam máscaras e trajes grotescos.
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